Reorganização Administrativa Territorial Autárquica

Tive a oportunidade na última sexta-feira em sede de Assembleia Municipal Extraordinária apresentar a minha opinião sobre este assunto.

Gostaria também de apresenta-la a todos que acompanham este meu Blog.

Sr. Presidente da Assembleia Municipal

Srs Secretários

Executivo Municipal

Caros Colegas de Assembleia

Técnicos Camarários

Público

Comunicação Social

A todos muito Boa noite

 

06 de Abril de 1514

Sr. Presidente, neste ponto da ordem de trabalhos, propõe-nos Vª Exª que nos debrucemos sobre os pareceres das Assembleias de Freguesia a propósito da Reorganização Administrativa Territorial Autárquica. Pois bem, é exactamente isso que irei fazer e se me permitir um pouco mais.

Quis este órgão, neste âmbito, percorrer cada uma das freguesias do nosso concelho dando a conhecer este assunto e ouvindo igualmente a opinião de cada Munícipe e de cada Freguês.

Que feliz foi esta iniciativa. Felicito-o Sr. Presidente Dr. Manuel Nunes por mais uma vez ter tido esta capacidade de superiormente aproximar este órgão àqueles que representamos. Todos nós nesta casa nos devemos orgulhar por esta forma de servir Oliveira do Bairro, isto, porque este modelo já é apontado em vários círculos como caso único e um Bom Exemplo a nível Nacional.

Neste périplo, foi inequívoca a vontade dos Oliveirenses…………..

É difícil para mim ficar insensível a um conjunto de expressões que passo a citar:

“Não quero perder a identidade da minha freguesia”

“Não há justificação assente em critérios económicos que justifique o desaparecimento da minha Freguesia”

“A identidade de um povo, também se faz com o seu local de nascimento”

“Ao Agregar freguesias vamos perder dinamismo nas Associações”

Fim de citação.

A não interiorização por parte dos eleitos locais desta pronuncia feita pelos Oliveirenses, afigura-se uma atitude irracional.

Por isso, As Assembleias de Freguesia foram igualmente peremptórias e não se desviaram daquilo que é a vontade das populações.

Invocaram à sua maneira, um conjunto de argumentos abonatórios para a manutenção do seu território, não entraram em histerias, demagogias ou até mesmo em choradeiras. Mas viveram intensamente aquilo que é ser o representante dos seus fregueses. Não pedem medalhas! Pedem que os deixem continuar a servir livremente e que vejam num simples obrigado a satisfação dos seus concidadãos.

Durante este processo parti com um pensamento concebido que à semelhança dos restantes membros desta assembleia nos permitia ter uma visão sobre aquilo que viria a acontecer a Oliveira do Bairro certos daquilo que seria o melhor no seu todo. Hoje, evoluí nesse meu pensamento eu e a bancada que integro soubemos interpretar aquela que foi a vontade expressa de forma musculada.

Permita-me Sr. Presidente da Câmara Municipal que me dirija a si neste momento.

Uma das frases mais ouvidas foi:

“Deixem-nos estar como estamos, estamos bem assim. Temos tudo o que precisamos.”

Não serei demagogo e sei certamente que Políticos e obras, palavras e factos, nem sempre andam de mãos dadas e caminham ao mesmo tempo, mas foi-lhe dado um sinal também a si. O Caminho que este e o anterior executivo está levar é o correto, onde a equidade é uma prioridade e que está a permitir uma evolução homogénea do nosso concelho.

Associando-se à responsabilidade que foi incutida a este órgão também a Câmara Municipal, entendeu realizar uma sondagem onde de forma esmagadora foi-nos dito que nos deveríamos pronunciar.

Depois de todos ouvir este é o momento de dizer que na construção de pensamento no seio da bancada que integro, não estou disponível para votar favoravelmente a alteração da configuração territorial em Oliveira do Bairro.

Pois bem, assim seja, estando certo que a imposição da Lei poderá contornar esta nossa postura, volto à data, que no início desta intervenção fiz referência.

6 de Abril de 1514

Estamos exactamente, a pouco mais de um ano de poder comemorar os 500 anos da atribuição do Foral Manuelino a Oliveira do Bairro.

Não nos peçam a nós Assembleia Municipal para reestruturar o nosso concelho. As gerações vindouras não nos perdoariam e eu gostava que esta nossa atitude fosse motivo de orgulho dos nossos filhos e netos.

Disse,

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